Novidades

Exposição agropecuária em Maringá deve movimentar R$ 250 milhões

Wednesday, May 16th, 2012

Valor é 20% maior que o obtido no ano passado.

500 mil pessoas devem passar pelo evento no Paraná

Eles são as estrelas da festa. Bicho de raça, forte, bem tratados. Quem passa, leva uma lembrança, afinal como resistir aos olhos azuis de uma família de búfalos?

Outro foco da feira são as máquinas, modernas e gigantes. Não basta apenas ver, tem que experimentar.

Mas a feira das novidades também revela o passado. No material rústico de trabalho, um pouco da história da agricultura.

Para muita gente, o evento é só diversão, mas tem uma turma que vai para tratar de negócio e um dos espaços para isso é o recinto de leilões. O pessoal vai disposto a comprar e a vender.

Nesta terça (15), na Expoingá, as mulheres ligadas à agricultura participam de um encontro. Cerca de 500 pessoas, todas agriculturas e trabalhadoras rurais que moram nos municípios do entorno devem debater principalmente o empreendedorismo na área rural.

Delma Pereira Fukui, coordenadora do Núcleo de Mulheres Rurais, fala sobre o principal objetivo do encontro e por que focar o tema no empreendedorismo

Carne suína aparece como opção na merenda escolar capixaba

Wednesday, May 16th, 2012

 Dez toneladas da carne foram inclusas na alimentação dos alunos de Cachoeiro do Itapemirim

carne suína tornou-se, pela primeira vez, uma opção saborosa e nutritiva na merenda escolar dos estudantes da cidade de Cachoeiro do Itapemirim, no Espirito Santo. Dez toneladas desse tipo de carne foram inclusos na alimentação dos alunos da região por causa da atuação daAssociação de Suinocultores do Espírito Santo, em parceria com o Sebrae/ES junto à prefeitura. A informação foi dada por Marcelo Lopes presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) através do blog da entidade.

Antes da atuação das entidades, a carne suína não fazia parte do cardápio da merenda escolar das crianças. A nova conquista incentiva o crescimento da suinocultura, além de incrementar a alimentação de cerca de 23 mil crianças das92 escolas da região.

A decisão de incluir a carne suína foi tomada após teste de aceitabilidade com os estudantes em outubro de 2011. Realizado na Escola Municipal de Educação Básica Jácomo Silotti, o teste apontou que 98% dos estudantes aprovam a carne suína como opção de merenda escolar.

A conquista obtida no Espírito Santo reforça as ações da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) em busca de novos espaços para a carne suína. “Entregaremos uma proposta ao deputado federal Afonso Hamm (PP-RS) para inserir a carne suína como item obrigatório na merenda escolar”, comenta Lopes.

A justificativa para esta inclusão vai desde a importância da ingestão de proteína animal de qualidade e saudabilidade da carne, até a necessidade de políticas públicas para aumentar o consumo da carne no Brasil.

Preço pago pelo suíno vivo tem pequena recuperação em abril

Wednesday, May 16th, 2012


 

O preço pago pelo suíno vivo teve uma pequena recuperação a partir da segunda quinzena do mês de abril, segundo dados divulgados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) – USP/ESALQ. O indicador do Suíno Cepea/Esalq avançou 3,3% no estado de São Paulo e alta de 2,2 em Minas Gerais. O Paraná foi o estado que registrou a maior valorização, de 4,9%,

Apesar da alta, a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) avalia que os preços ainda estão muito abaixo do que seria considerado o ideal para a manutenção dos produtores. De acordo com a entidade, os custos com a alimentação dos animais também tiveram uma elevação no período. A soja e o milho ainda estão com preços em patamares elevados em comparação a anos anteriores. Outro fator que desmotiva os produtores, segundo a entidade, é a imprevisibilidade do mercado acerca da suinocultura.

Para equilibrar a equação e garantir mais rentabilidade aos produtores, a ABCS tem desenvolvido uma série de ações com o objetivo de promover o consumo de carne suína pelos brasileiros.

Em sintonia com as novas exigências do mercado consumidor, seleção genética do Nelore Vera Cruz busca produzir carne de qualidade em menor tempo, maximizando o lucro

Thursday, April 26th, 2012

Em 1990, Jairo Machado Carneiro Filho (médico veterinário) e Eduardo Zago Machado (engenheiro agrônomo), sob influência do pai, o pecuarista Jairo Machado Carneiro, que em 1970 adquiriu a Fazenda Vera Cruz, em Barra do Garças (MT), a fim de perpetrar uma pecuária produtiva, iniciaram no Nelore PO. No decorrer de 22 anos de seleção, conquistaram, com o apoio técnico de uma equipe de alto nível, grande prestígio no mercado de touros. Uma narrativa recheada, sobretudo, de inovação tecnológica.

Tudo começou com a aquisição de um plantel fechado do Grupo Garavello, com 185 matrizes de origem Rubico de Carvalho (Brumado) e Hiroshi Yoshio (Prudeíndia) – patrimônios genéticos da raça Nelore. Na época, os irmãos seguiam modernos conceitos de pecuária, como desempenho econômico e funcional. Mas, só a partir de 1998, ocasião da compra de um lote de 120 novilhas do criatório Fazenda Sabiá, a Vera Cruz passou a ser gerenciada como uma empresa, cujo objetivo era criar e oferecer ao mercado produto geneticamente superior, fruto de um rigoroso e moderno trabalho de seleção.

“Quando começamos, apesar da aquisição de um rebanho de grande consistência genética, não tínhamos um objetivo definido. Usávamos técnicas de multiplicação genética, como transferência de embrião (TE) e fertilização in vitro (FIV), e de melhoramento, como inseminação artificial (IA), mas não fazíamos uso adequado do conhecimento genético disponibilizado em nossas mãos”, admite Jairo Filho. Aconselhado pelo pesquisador da Embrapa Cerrados e pesquisador associado da ANCP (Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores), Claudio Ulhôa Magnabosco, calibrou o sistema de produção da propriedade de modo a produzir o reprodutor que o mercado irá querer daqui a 10 anos. Trabalho minucioso, que não dá brecha para equívocos. Com isso, com o aval do irmão, Jairo Filho entrou de cabeça no melhoramento genético.

Diferencial

O rebanho Vera Cruz é avaliado pelo Programa Nelore Brasil, coordenado pela ANCP, que permite identificar os melhores animais a fim de: melhorar a fertilidade do rebanho; apontar os mais precoces; melhorar os índices de ganho de peso; diminuir o intervalo entre gerações; oferecer ao mercado animais avaliados que produzam crias mais precoces para o abate e com carne de melhor qualidade, otimizando a relação custo benefício, logo, aumentando a lucratividade da propriedade.

Formação de pastagem sem o uso de máquinas reduz gastos e preserva o meio ambiente

Thursday, April 26th, 2012

 

 

 

 

Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG) está incentivando a formação de pastagem sem o uso de máquinas pesadas, no município de Chácara, na Zona da Mata. No ano passado, foi implantada uma Unidade Demonstrativa na cidade, e os resultados conquistados foram satisfatórios, como a redução de custos e uma pastagem de boa qualidade.

A unidade tem dois hectares. O preparo do solo e o plantio ocorreram em novembro de 2011. Em fevereiro de 2012, a pastagem já estava totalmente formada. O extensionista da Emater–MG, Luiz Antônio Valente, explica que a técnica é simples. Segundo ele, as sementes de braquiária e o adubo são lançados na área sem a necessidade de revolver o solo. De acordo com Valente, a vegetação do local tem que ser dessecada para não concorrer por água, nutrientes e luminosidade com a pastagem a ser implantada.

“A vegetação recém-dessecada proporciona um ambiente altamente favorável à germinação das sementes. Ela se decompõe e transforma-se em matéria orgânica, colaborando na nutrição da cultura implantada. O processo não exige nenhuma prática pós-semeio, e, em função da vegetação anterior, as sementes não são arrastadas pela chuva”, diz o extensionista da Emater–MG.

De acordo ainda com Luiz Valente, a formação de pastagem sem o uso de máquinas custa em torno de 40% da técnica convencional e evita erosões no solo. “Além disso, a produção de massa verde é maior do que no plantio convencional”, afirma Valente. A Unidade Demonstrativa foi implantada na propriedade do pecuarista José Aroldo Martins. No local, foram feitas análises de solo, aplicação de calcário como corretivo e, após sessenta dias, aplicação de herbicida. Cinco dias depois da dessecagem da vegetação, as sementes de braquiária misturadas com adubo foram lançadas na área. “Eu nunca tive uma pastagem dessas. Fiz meio que sem acreditar, mas hoje estou vendo o resultado que é muito bom”, disse José Aroldo Martins.

Segundo o extensionista da Emater–MG, a proposta é incentivar cada vez mais a utilização da técnica entre os produtores. “Essa técnica consiste em preservar o meio ambiente, ou seja, fazer um plantio da braquiária sem degradar o solo. E isso é algo muito positivo para a região”, diz Luiz Valente.

Técnica de implante dentário para vacas aumenta a vida média e produtividade do animal

Thursday, April 26th, 2012

O implante dentário em vacas, uma novidade no Brasil, mas já usada há anos no Norte da Argentina, pode aumentar a média de vida do animal em até dez anos, além de melhorar a produção de bezerros e o ganho de peso da matriz. A técnica foi repassada ao grupo de brasileiros na última terça-feira, 24, no distrito de Castelli, Argentina, pelo especialista em mercado agropecuário e produtor rural da região, Ignacio Iriarte. O grupo de produtores rurais brasileiros está em uma Missão técnica de gado de corte no país desde o início da semana. 

Na propriedade de Ignacio os produtores puderam ver de perto o manejo do rebanho naquela região, da raça Aberdeen Angus, e destacaram algumas diferenças nas técnicas adotadas pelos portenhos e nas utilizadas pelos goianos. A idade do animal no abate foi um dos aspectos que mais chamou a atenção do grupo. Na Argentina, os animais são abatidos com cerca de um ano e três meses de vida, o que aumenta a rentabilidade do produtor já que o animal e comercializado mais cedo. No Brasil, o gado é vendido para os abatedouros depois de dois anos e meio de vida.

Outro quesito que chamou a atenção dos brasileiros foi à diferença de pagamento pelo peso do animal. Lá, quanto mais leve o garrote melhor o preço. No Brasil, ocorre o inverso. A castração também é feita mais cedo que no Brasil. Na propriedade de Ignacio, os animais são castrados com apenas três meses de vida, no Brasil a técnica ocorre com, no mínimo, 15 meses. Ele conta que a raça criada na propriedade, a Aberdeen Angus, não é de elite para o corte, mas está perfeitamente adaptada às condições de clima e pastagem da região.

Todas essas medidas fazem o produtor ter um rendimento de 30% do valor comercializado. “E houve épocas em que lucrávamos 50%”, contabiliza. A taxa de mortalidade também impressionou os produtores brasileiros. Ignacio alcança índices em torno de 1% de mortalidade do animal na fase adulta e apenas 7% da desmama até a prenhes. Números considerados extremamente baixos para os padrões brasileiros que chegam a 20%.

O especialista e produtor argentino Ignacio conta que produz uma média de oito mil bovinos por ano. Ele trabalha em uma área de 2,2 mil hectares, destes, apenas 1,6 mil é com pasto. Com uma pastagem fraca, capim praticamente rapado, terreno de baixa quantidade de nutrientes e acometida de 60 geadas por ano, Ignacio afirma que faz uma suplementação nutricional para balancear a alimentação do rebanho e garantir melhor ganho de peso do gado. “A pastagem fica muito castigada no inferno e tenho que suplementar a dieta do rebanho sete meses no ano”, comenta.

Mas ele afirma que a intensificação da dieta por silagem ajuda seu rebanho a ganhar cerca de um quilo por dia a primavera. Mas nem tudo são flores na propriedade de Ignacio. Ele comenta que a terra e a pastagem sofrem muito com as constantes geadas e com as doenças comuns no inverno. Seguindo o cenário de baixa exportação de produtos agrícolas argentinos, toda a produção de Ignacio é comercializada para o próprio mercado interno. O grupo de produtores goianos de gado para corte se encontrou nessa quarta-feira, 25, com outro grupo de produtores de grãos, também em missão técnica pelo país e seguem juntos para mais atividades no Uruguai, até o fim da semana.

MS inicia vacinação contra aftosa na região de fronteira com Paraguai

Wednesday, March 28th, 2012


 

A primeira etapa da imunização do rebanho de bovinos da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai começa nesta segunda-feira (26). Segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo (Seprotur), estima-se rebanho de 800 mil animais na região de fronteira. O Estado tem rebanho estimado em 22 milhões de animais.

Segundo a secretaria, por ser uma área de alto risco, a vacinação que estava agendada para o mês de maio, foi antecipada.

Conforme a secretaria, nas propriedades de maior risco sanitário, como os assentamentos, aldeias indígenas e periferias das cidades, a Agência Estadual de Defesa Sanitária e Vegetal (Iagro) irá fornecer a vacina e os funcionários realizarão a aplicação da vacina, o sistema denominado ‘agulha oficial’. Nas outras, a imunização pode ser acompanhada pelos fiscais.

Na zona do planalto e Pantanal, as datas de vacinação se mantiveram de 1º a 31 de maio e 1º de maio a 15 de junho, respectivamente. No planalto, os bovinos e bubalinos devem ser imunizados de zero a 24 meses. O registro da vacinação deverá ser realizado pela internet até o dia 15 de junho. No Pantanal, o registro deverá ser realizado pela internet até o dia 30 de junho.

MT: preço do boi gordo cai 6,5% em 2012

Tuesday, March 20th, 2012

A pressão de baixa nos preços do boi gordo, que se observa desde o início do ano, ainda se manteve nesta semana em Mato Grosso. A grande oferta de fêmeas destinadas ao abate é apontada como um dos principais fundamentos que ajudou a manter o movimento de queda, fazendo com que o preço do boi gordo ainda não tenha encontrado um piso neste ano.

Os frigoríficos, assim, conseguem manter escalas de abate no Estado superiores a sete dias em média. A cotação da carne no mercado atacadista também está funcionando como fator de influência direta para o recuo no preço pago ao produtor, pois também estão em queda diante do esfriamento da demanda, atingindo a mínima desde junho de 2011. Fato que aliviou, em parte, também os preços dos cortes no varejo, que registraram um pequeno recuo para o consumidor em janeiro e fevereiro.

Oferta e demanda

Como observado no gráfico abaixo, o preço do boi gordo se mantém em queda desde o início de janeiro. O preço médio do boi gordo no Estado, que começou o ano cotado a R$ 88,79/@, chegou a registrar nessa sexta-feira (16) o preço de R$ 83,05/@, acumulando queda de 6,5% no período. Destacando que esse preço médio observado no dia 16 é 10,8% inferior ao registrado no mesmo período de 2011 e 1,2% abaixo da mínima verificada no ano passado, de R$ 84,02 em 26 de junho.

Com isso, o valor nominal da arroba do boi gordo voltou a registrar cotação semelhante à encontrada em setembro de 2010. No entanto, diferentemente do cenário encontrado em 2010, quando o preço do boi gordo entrava na alta da entressafra. E também, bem diferente do cenário observado no mesmo período do início do ano de 2011, quando o preço do boi gordo se manteve firme.

Preços da semana

Nesta semana os preços da vaca e do boi gordo no Estado encerraram em queda de 4,28% e 2,75%, respectivamente. A média do boi à vista ficou a R$ 82,87/@, com variação de R$ 2,35/@. Já o preço da vaca, que registrou queda de R$ 3,41/@, encerrou com média de R$ 76,21/@.

Noroeste: no noroeste do Estado a arroba nesta semana registrou queda de 3,80% e seguiu cotada a R$ 81,92 à vista, representando desvalorização de R$ 3,23

Norte: o norte do Estado fechou a semana com queda de R$ 3,48/@, significando variação negativa de 4,03%, com relação à semana passada, com a arroba terminando registrada a R$ 82,85.

Nordeste: demonstrando baixa, mais aguda que na semana passada, de 3,08%, nesta parte do Estado a arroba encerrou a R$ 80,59, apresentando variação de R$ 2,56 a menos.

Médio-Norte: nesta semana o médio-norte registrou queda mais expressiva do que na semana passada, de 3,83%, com a arroba ficando a R$ 82,73 à vista.

Oeste: nesta porção do Estado a arroba ficou com a média cotada a R$ 84,12, demonstrando declínio de R$ 1,04 e variação negativa de 1,22%, com relação à semana passada. Esta foi a região, dentre as macrorregiões do Imea, em que a média semanal de arroba demonstrou queda menos aguda no Estado.

Centro-Sul: a arroba à vista no centro-sul do Estado ficou a R$ 84,39, registrando desvalorização de 2,09% e variação negativa de R$ 1,80 com relação à semana passada, quando encerrou cotada a R$ 86,19. Houve registro na cidade de Cáceres em que a arroba foi negociada a R$ 82,00.

Sudeste: na semana anterior a esta o preço da arroba estava cotado a R$ 85,37, já nesta semana ele ficou a R$ 83,55, o que significa queda de R$ 1,82 e desvalorização de 2,14%. Na cidade de Rondonópolis, na segunda-feira, registrou-se negociação com a arroba a R$ 84,00 à vista.

Reposição

A queda no preço da arroba do boi gordo exerceu forte influência no mercado de reposição, especialmente para o boi magro, que segue em queda pelo terceiro mês consecutivo em Mato Grosso. No mês de março, o animal desvalorizou 1,90%, atingindo o preço de R$ 1.064,17/cabeça, valor só maior que o do início do ano de 2011, quando no mês de janeiro o boi magro fora cotado a R$ 1.040,19/cabeça.

À época, a relação de troca calculada entre a arroba do boi gordo e a cabeça do boi magro era mais favorável que a atual, já que a arroba do boi gordo na média do mês de março era 9,24% menor do que a atual. Assim, a condição da troca para o pecuarista se elevou de 11,73 @ boi gordo/cab. boi magro em março de 2011 para12,79 @ boi gordo/cab. boi magro no mesmo mês de 2012.

Recuperação e renovação de pastagens degradadas

Tuesday, March 13th, 2012

Sucessão de culturas como forma de recuperação ou formação das pastagens chama a atenção pelas vantagens que apresentam em relação aos sistemas isolados de agricultura ou de pecuária

Principal alimento do gado de corte e de leite no Brasil, as plantas forrageiras desempenham grande importância nos sistemas produtivos nacionais. Aliás, para alguns especialistas este foi o diferencial que colocou o país no patamar de maior exportador de carne do mundo. Todavia, para manter a produtividade, é preciso avançar continuamente na melhoria das pastagens. Uma tarefa árdua que tem pela frente inúmeros desafios a começar pela recuperação e renovação do pasto.

A degradação de pastagens é apontada como um dos grandes problemas da agropecuária nacional, senão o maior obstáculo para o estabelecimento de uma pecuária sustentável em termos agronômicos, econômicos e ambientais no Brasil. A Embrapa Cerrados calcula que 80% dos 50 a 60 milhões de hectares de pastagens cultivadas do Brasil Central, que respondem por 55% da produção de carne nacional, encontram-se em algum estádio de degradação.

Uma pastagem degradada é aquela que apresenta redução na quantidade e na qualidade da forragem. Um dos sinais mais visíveis é a presença de plantas invasoras. Logo, recuperar uma pastagem degradada significa melhorar a nutrição do rebanho, o que implica em maior ganho de peso e maior produção de leite. Um animal criado em pastagem degrada ganha em média 250 gramas por dia. Já um animal bem alimentado chega a ganhar 700 gramas. Além disso, a produção de leite pode ser cinco vezes maior se o animal for alimentado corretamente.

Causas x soluções

No Brasil, os sistemas de produção mais usuais continuam sendo os extensivos. Neles, a aplicação de corretivos e fertilizantes é rara e o problema da baixa fertilidade do solo se agrava porque as áreas ocupadas por pastagens geralmente apresentam limitações quanto à fertilidade química natural, acidez, topografia, pedregosidade ou drenagem. Cabe adicionar o manejo displicente do sistema solo-planta-animal, em associação com o gerenciamento inadequado do empreendimento.

Link: http://www.revistaproduz.com.br/site/materia1.php

Pecuária moderna está mudando conceitos sobre nutrição animal

Tuesday, March 6th, 2012

Investimentos estão cada vez mais voltados para recuperação de pastagens degradadas

A pecuária moderna está mudando conceitos quando o assunto é nutrição animal. Os investimentos estão cada vez mais se voltando para recuperação das pastagens degradas e para a melhoria do manejo do rebanho. O Brasil vem passando por vários ciclos que determinam o avanço na produção de carne e leite com sustentabilidade para enfrentar o desafio de produzir cada vez mais com menos espaço.

O agrônomo Geraldo Diniz Junqueira se formou em agronomia em 1943 e passou por todos os períodos que marcaram os tipos de pastos usados na engorda de bovinos nos últimos 69 anos:
– Desde o capim gordura, o jaraguá, posteriormente o colonião e, depois, vieram as braquiárias, que tomaram conta do Brasil. Hoje nós estamos com as terras trabalhadas e tratadas, com três ou quatro tipos de varietais de panicum maximum com plena eficiência. .
As pastagens pelo Brasil estão mudando. Um grupo de técnicos que percorreu 30 mil quilômetros em 2011 pelo interior do país encontrou o pecuarista investindo em tecnologia, comprando sementes certificadas.
– De todo mundo que nós entrevistamos, 75% dos produtores falaram que iam renovar e reformar parte das pastagens. Então eles estão mais atentos a isso e estão fazendo como podem. E, além do pecuarista, temos também o agricultor fazendo a integração lavoura-pecuária. O agricultor, durante o período seco, em que tira a safra agrícola, planta capim junto com a última planta e compra animais para terminar. Ele põe o pasto e termina em confinamento. Esse agricultor está aquecendo muito o mercado de sementes – explica Maurício Nogueira, da Bigma Consultoria.
Com base na nutrição, a pecuária moderna está encontrando a fórmula para potencializar ao máximo a genética que não para de avançar.
– Para a gente obter o máximo de performance dos animais, procuramos oferecer pastagem de melhor qualidade, suplementação de melhor qualidade e um suplemento sanitário e reprodutivo também com bastante controle – afirma o veterinário João Carlos Queiroz.
Na Cooperativa dos Agricultores da Região de Orlândia (CAROL), no interior paulista, a venda de sementes certificadas no ultimo ano atingiu a marca de 150 toneladas, o suficiente para 15 mil hectares de pastagem. O presidente da CAROL, Jose Junqueira, confirma a mudança de conceito dos pecuaristas e do jeito de trabalhar a pecuária hoje.
– Antigamente nós fazíamos palestras aqui na cooperativa sobre pastagem, sobre mineralização de gado. E a gente ficava telefonando para o pecuarista vir aqui. Hoje se você fizer uma palestra aqui, vem cem ou 200 pecuaristas assistir à palestra porque o interesse é muito grande. Tem que tratar o gado diferente, mineralizar, dar remédio, vacinar. A pastagem também tem que adubar, porque você precisa melhorar a população por hectare.
O produtor Sergio Diniz tem fazendas em três Estados e manda para o abate 3,5 mil animais por ano. Ele sabe a importância de um bom manejo de pastagem com piquetes rotacionados dependendo da fase da criação. O numero de animais por hectare também depende da região e do investimento na pastagem.
– Tem lugar com clima mais difícil, onde você vai ter de meia a uma unidade animal por hectare. E já tem pastejos bem mais intensivos onde você pode atingir até nove ou 10 unidades por hectare. Com adubação irrigação é possível atingir isso hoje em dia.
O grande desafio da pecuária hoje é recuperar as pastagens degradadas e avançar na produtividade de carne e leite por hectare. Mas para as lideranças do setor, não se pode esquecer que esse avanço deve garantir a renda aos pecuaristas e não apenas atender a pressão do mercado e da sociedade.
– O pecuarista tem que produzir de acordo com o que ele vai ser remunerado. Logo, ele não pode investir em altas tecnologias se não tiver renda. Ele tem que produzir carne aqui no Brasil, nossa pecuária de corte aqui hoje é muito dependente de pastagem. O confinamento está crescendo no Brasil e vai crescer muito mais, mas o grande numero de animais que vai para abate é proveniente de pastagem. O pecuarista hoje sabe fazer conta e sabe aquilo que vai colocar melhor rentabilidade pra ele – diz o veterinário João Carlos Queiroz.

Link:http://www.portaldoagronegocio.com.br/conteudo.phptit=pecuaria_moderna_esta_mudando_conceitos_sobre_nutricao_animal&id=67727